Jesus, o Grande Motivo

“A razão da esperança”. O próprio Pedro em outra oportunidade fala do motivo da sua fé: “Tu tens as palavras da vida eterna” (João 6.68). As palavras não foram dirigidas aos outros onze apóstolos ou a pessoas, pois os outros seguidores já haviam se retirado, mas ao próprio Jesus. O se ausentar de Cristo nos mostra que esta é a atitude daqueles que perdem a convicção, daqueles que desviam o seu olhar e deixam de olhar para o alvo (Jesus) e acabam por naufragar ou negá-lo. Talvez, a nossa atenção esteja voltada para aquelas pessoas que estão a nossa volta. Talvez a nossa confiança esteja focada nos sinais que Cristo opera. Eis os motivos que desapontam ao Senhor! Nossas convicções não devem buscar a benção, mas o abençoador. Como, pois, testemunhar com mansidão e temor ou mostrar aos inquiridores o motivo que nos mantém em Cristo? A história de nossa vida ou próprio tempo se encarregam de nos mostrar quem realmente somos. Se tomarmos a atitude de Pedro e declararmos a Jesus: “Tu és Senhor, o motivo da nossa fé”, e logo após nos aterrorizamos ante as provações, não estaremos fadados aos constantes fracassos só declarando, declarando e declarando? Declarar somente não é de todo suficiente, é preciso agir por Cristo, mostrar ao mundo quem somos e de onde somos, foi o que aconteceu com o irmão Pedro. Quando falava apenas, chegou a negar o Salvador, a afundar na sua frágil fé, mas ao confessar e ao agir arrebatou multidões. “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. Romanos 10:9. Quando há convicção, há existência de exercício da confissão cristã, seja na bonança ou na perseguição, nós, os eleitos, sabemos em quem temos crido – “estou bem certo, é Poderoso”, diz as Escrituras.
Comunhão
Li um trecho em um livreto onde o escritor menciona que quando reconhecemos a distinção entre caráter e dom podemos ver a necessidade de ter os dois trabalhando juntos. O ideal é que isto aconteça em cada indivíduo. Mas há também a possibilidade de uma pessoa com dons reconhecer uma fraqueza no seu caráter, e mesmo assim ser liberada para funcionar na igreja por estar ligada a outras pessoas que, apesar de não possuírem o mesmo dom, têm a integridade de caráter necessário para exercer uma sábia supervisão sobre o seu funcionamento. Este é um outro aspecto do corpo de Cristo, um grupo de pessoas relacionadas entre si que descobriram na prática que precisam umas das outras, e não só porque leram sobre isto nas Escrituras. Celebridades independentes e estrelas errantes não é o que Deus está procurando na igreja. Esta afirmativa fala profundamente ao meu coração! Há muito insistimos no corpo da necessidade de uma maior integração dos membros desse grande organismo, que é a “Igreja de Cristo”. É preciso uma comunhão horizontal contínua, pois só assim poderá existir a comunhão vertical… a que nos faz relacionarmos diretamente com Deus.
Unidade
A Igreja do Senhor Jesus Cristo é um organismo vivo, e nós como parte deste organismo visamos quais propósitos? Uma igreja viva e atuante, numerosa, poderosa, transbordante de dons espirituais, motivada e crescente. Notaram que a mesma fala nos dois parágrafos acima já são conhecidas. Sim, pois faço menção das mesmas em nosso site. Dado a importância deste tema, fica registrado aqui uma expressão que ouvi em meu lar através da minha esposa: “A igreja não precisa só de membros, mas de cooperadores!” Esta declaração soa profundamente, pois enxergamos a necessidade do exercício contínuo dos membros do corpo, pois se um membro se encontrar atrofiado o exercício de quem labuta (membro em atividade), será dobrado em favor daquele se encontra inativo. Prossigamos para o alvo que é Jesus e que Deus continue nos abençoando!
Saúde, Graça e Paz!
Sergio Lacerda
